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Força: Opção ou Prioridade?

Não tenho dúvidas de que a força é a valência física mais importante para qualquer indivíduo. Não tenho dúvidas, de que as pessoas precisam ou precisarão em algum momento do seu dia, realizar movimentos, que exijam que seu corpo identifique como se mover no espaço, de forma livre, e, se possível, sem gerar compensações. E para que isso aconteça, será necessário reaprender a usar seu próprio corpo de forma eficiente.

Eficiência quer dizer realizar qualquer atividade do dia-a-dia ou esportiva, sem gerar nenhum tipo de lesão ou sem sobrecarregar as articulações de forma a perder suas respectivas funções. Caso uma articulação com função de estabilidade inicie um processo de se tornar móvel, outra articulação que deveria ser móvel irá compensar este descontrole se estabilizando. O corpo sempre achará uma forma de gerar movimento, mas nem sempre será a melhor alternativa.

Se analisarmos desta forma, teremos um segundo passo importante após reestabelecer as funções articulares. É neste momento que a força predominará em tudo que fazemos. Não estou falando de um maratonista que corre 42 km, mesmo tendo certeza que o treinamento de força é essencial para a performance deste atleta. Me deixe explicar o que considero treino de força de uma forma menos conceitual e mais prática:

Um indivíduo que move carga, tanto corporal ou uma sobrecarga, está treinando força. Não importa o quanto está “levantando”. O que realmente importa é que esta pessoa está exigindo que seu corpo saia da zona de conforto e faça algo além do que realiza diariamente. Como fazemos isso? Com ferramentas que possibilitem este treino, como halteres, kettlebells, barras livres, entre outros. Não importa qual ferramenta será utilizada. O importante é gerar sobrecarga.

Sei que muitos são contra o treino de força com sobrecarga (parece até estranho dizer isso, mas é a pura verdade), mas se caso uma pessoa precisar empurrar algo pesado como um armário de em casa, ou pegar uma caixa pesada do chão e colocar na parte mais alta do roupeiro, que tipo de valência esta pessoa necessitará? Tenho certeza absoluta que precisa de força para isso.
Vamos separar as coisas. Um levantador de peso precisa, pensando em qualidade de vida, erguer 300kg do chão em um levantamento terra? Claro que não! Mas isso é um esporte de alto rendimento e não deve ser o foco principal com nossos alunos. Porém, se um aluno desejar ser um powerlifter, teremos que avisá-lo que os riscos existem e que poderá haver momentos onde algum tipo de lesão virá. Esse é o mundo do alto rendimento.

Agora vamos pensar em alto rendimento e em um esporte que conhecemos bem, o futebol. É fato que neste esporte todos os atletas necessitam de várias valências físicas e que potência muscular é imprescindível. Mas de que precisamos para gerarmos potência? Conforme a fórmula da potência (P=F x V), precisamos de força e velocidade na execução de um movimento. Então não treinar força é um limitador para termos ganhos significativos de potência. Isto é física e não tem nada a ver com musculação, treinamento funcional, treinamento físico funcional, treinamento funcional plus ou treinamento funcional mega. Está relacionado à potencialização das capacidades físicas.

Treinar somente com movimentos multidirecionais e em cima de bases instáveis com pesos leves nas mãos é muito bonito e, quem sabe, eficiente em alguma fase do treinamento. Porém, exigir do corpo as ativações necessárias antes de realizar um movimento de força (respiração, ativação de glúteos, abdômen e dorsais, por exemplo) é um mecanismo treinável e não pode ser negligenciado, pois quantas vezes durante um jogo o atleta troca de direção com velocidade, gerando potência? Várias! E se analisarmos mais a fundo, antes da troca de direção, ocorrerá uma tripla flexão de tornozelo, joelho e quadril e, toda a sobrecarga será direcionada para o membro que irá realizar uma tripla extensão e “arremessar” o atleta para a direção desejada. Isso acontece pela potência a partir da força e velocidade de execução.

Trazendo agora para a realidade das academias, onde a maioria da população não são atletas de alto rendimento e têm como objetivo qualidade de vida (e nesse objetivo englobamos emagrecimento, ganho de massa magra e/ou fortalecimento muscular), utilizaremos como exemplo o levantamento terra. Considero este exercício como um dos mais eficientes dentro de um planejamento de treino, pois coloca o indivíduo que realiza o exercício em uma posição natural, sem apoios e de forma real para sua vida diária. Por exemplo: pegando um objeto no chão e levantando-o de forma segura e eficaz.

Analisando o movimento, é importante que se divida a sobrecarga nas articulações, e não sobrecarregue uma ou outra. Além disso e, para mim o mais importante nesse exercício, é a inclinação do tronco com a manutenção da curvatura lombar. Esse posicionamento é realizado a todo o momento por todos nós quando sentamos, pegamos algo no chão, deitamos, pegamos uma mala no porta-malas do carro, colocamos um bebê no chão, etc. Se tivermos medo de ensinar nossos alunos a realizarem este movimento com sobrecarga, estaremos esquecendo de suas vidas cotidianas e estaremos nos iludindo se dissermos que trabalhamos com promoção de qualidade de vida, afinal, qualidade de vida não é promover qualidade e bem estar para nossos alunos no seu dia-a-dia?

Leiam com atenção e percebam que estou separando uma pessoa não-atleta, um atleta de futebol e um powerlifter. São três grupos diferentes, com objetivos diferenciados, mas que em certo momento necessitam das mesmas coisas, mas com intensidades diferentes e progressões diferentes. Para cada um teremos uma forma de pensar e ensinar um determinado movimento básico, seja inicialmente sem sobrecarga, com um peso leve ou com uma barra com pesos. Isso depende de qual público estamos falando. Contudo, não esquecendo que o objetivo final é gerar força.

Eu chamaria isso tudo de: “Treinamento físico que visa potencializar as funções articulares através dos padrões de movimento sem a utilização de máquinas de musculação tradicional”.

Se isso é musculação ou TF não importa, pois na verdade não estamos falando disto ou daquilo. Estamos falando de TREINAMENTO FÍSICO para todos os públicos.

“Você pode ser qualquer coisa que queira… mas você deve ser forte antes de tudo!” Pavel Tsatsouline

Professor Tiago Proença

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Preparação Física e Preparação Técnica

No esporte de competição, além do treinamento técnico, o treinamento físico vem sendo considerado peça fundamental no resultado final de atletas.

É evidente que todo o processo de desenvolvimento técnico parte de valências físicas treináveis como força, coordenação motora, potência, resistência, entre outras. Porém, muitos ainda acreditam que o treinamento físico é dispensável e esse pensamento reflete no momento mais crucial na vida de um atleta: ser um vencedor ou não.

A preparação física tem como objetivo principal preparar o atleta para uma rotina de treinos técnicos sem lesões. É fundamental que todos os envolvidos estejam cientes que o corpo necessita de uma estrutura sólida e consistente para que tenha uma jornada de treinos mais longa e eficiente.

Pensando assim, é inevitável que jovens atletas estejam preparados fisicamente para uma rotina de treinos que irá exigir 100% do seu físico. É de fundamental importância que as estruturas ósseas, musculares e articulares sejam preparadas para a sobrecarga que virá com o tempo e, é por isso, que crianças e adolescentes deveriam ser orientados a pensar na não lesão e isso só acontecerá se forem introduzidas o mais rápido possível no treinamento físico.

Quando uma programação de treinamento é desenvolvida, tanto técnico quanto preparador físico devem, em conjunto, elaborar um sistema que abranja tanto a não-lesão como a busca do melhor rendimento possível para aquele atleta. Este trabalho deve ser gradual e seguro para que tenhamos o melhor resultado possível.

Na foto, os atletas de patinação artística Arthur Alcorte e Valentina Nardin da AABB Porto Alegre/RS. A equipe técnica de patinação do clube, esta cada vez mais consciente que o treinamento físico é peça chave no sucesso de seus atletas. Nossa ideia é nos aproximarmos cada vez mais da realidade dos grandes campeões e temos certeza que estamos no caminho certo.

Prof. Tiago Proença

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O sedentarismo e a obesidade

Estão relacionados com a falta de exercícios físicos.

O sedentarismo e a obesidade estão relacionados com a falta de exercícios físicos, processos estes, que invariavelmente são desencadeados já na infância. Os bons exemplos devem ser dados pelos pais e professores, que são agentes da educação intelectual e também física.

Nós professores, precisamos entender que a criança deve ser estimulada desde as primeiras fases do desenvolvimento motor, e que a continuidade deste trabalho, mesmo que difícil, deve ser mantida de alguma forma.

Acredito que boas experiências, com o esporte na infância, geram inúmeros benefícios para os adolescentes. Sendo assim, trazer a criança para perto de nós, educadores físicos, resultará em adultos mais ativos e conscientes da importância da atividade física, bem como da saúde como um todo.

Acreditar que é possível transformar a vida de um adolescente sedentário em um adulto “viciado” nos benefícios do esporte ou do treinamento físico é possível, e nós somos os mais capacitados para exercer esta função.

Sou apaixonado por nossa profissão, e acredito que tanto no esporte ou dentro de uma academia podemos mudar a vida das pessoas. Creio que só seremos capazes de executar esta tarefa se formos capazes de quebrar certos paradigmas, pois estudamos muito para saber a diferença entre marketing e o que é ciência

Prof. Tiago Proença

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Depoimento Claudia Stefanello

“O dia que você decide FAZER, esse é seu dia de SORTE. ”
Provérbio Japonês
Em meu caminho pela busca do conhecimento eu tive a sorte de ter a oportunidade de fazer escolhas perfeitas, aprender com mestres, vivenciar minha paixão com pessoas incríveis e desenvolver minhas capacidades com quem entende.

Hoje eu tenho minhas referências profissionais e pessoais, que contribuíram e muito para meu crescimento pessoal, profissional e intelectual.

A BPro faz parte desse processo de mudança, da construção do sonho, de uma experiência realmente intensa, que me fez ver o treinamento físico funcional com outros olhos.

Tiago Proença é um profissional inteligente, envolvido e informado. A pessoa que mais influenciou meu trabalho ao me mostrar o quão profundo devemos ir atrás do movimento. Sei que tem muito mais pela frente e que isso tudo é apenas uma pequena parte de algo muito maior. Por isso e por muito mais eu realmente espero ter vida e vigor para curtir o que ainda virá!

Informações
Claudia Stefanello
Coordenadora Técnica da Stoika Training System – Santa Maria/RS
Tel: (55) 3217-8837 / (55) 9731-2040
Rua Gaspar Martins, 1751 – Santa Maria/RS

Qualificação
Programa de Qualificação em Treinamento Físico Funcional
Turma 28/2014 – 12/13/14 de Dezembro de 2014 em Porto Alegre/RS
Workshop Kettlebell Hard Style aplicado ao Treinamento Físico Funcional
02 e 03 de Maio de 2015 em Porto Alegre/RS
Programação de Treinos Avançados Aplicadas ao Treinamento Físico Funcional
Turma 03/2015 – 01 e 02 de Agosto de 2015 em Porto Alegre/RS

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