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Tenha uma opinião própria

Quando falamos de assuntos que geram controvérsias ou dúvidas, entramos, muitas vezes, em um campo perigoso: o do “achismo”. Me refiro desta forma, quando percebo que muitos desenvolvem uma opinião fortalecida sobre determinado assunto sem pelo menos se aprofundarem de fato e sem tentar, ao menos, provar e verificar se vale ou não a pena mudar de opinião. Não quero aqui mostrar o que é certo ou é errado. Quero somente deixar claro que não desenvolvo uma opinião sobre métodos de treinamento ou novos conceitos sem utilizar no meu próprio corpo, sem sentir na pele os benefícios ou malefícios dos mesmos.

Vou tentar explicar melhor tudo isso.

As pessoas que acompanham os posts que escrevo, já perceberam que me refiro muito ao grande Coach Michael Boyle. Para mim este cara é “o cara”. Posso dizer isso porque sempre li e leio muito sobre ele. Busco sempre comprar seus materiais para meu estudo. Busco em DVDs e livros tudo o que possa se referir a ele. Mais do que tudo isso, pude conhecê-lo particularmente em um curso em Boston/MA em 2011 e repetir este imenso prazer neste ano de 2014 em San Francisco/CA. É absurdamente prazeroso poder escutar um vencedor, um multicampeão em vários esportes, com vários atletas de elite e que é muito simples em suas colocações. É de deixar qualquer um de boca aberta.

Nestas segunda oportunidade de vê-lo ao vivo em um congresso, pude vivenciar uma das maiores experiências da minha vida. Imagine uma pessoa que você acredite muito. Muito mesmo. Pense nesta pessoa fora de nosso área de atuação profissional. Você faz tudo que essa pessoa fala porque ela é uma referência em sua vida. É como se suas palavras fossem a verdade absoluta. Agora imagine você conhecendo outra pessoa, que inicia um relacionamento de amizade por exemplo, e que faz e diz coisas diferentes daquelas que você sempre seguiu. Você decide testar os novos conceitos e percebe que tanto um quanto o outro te fazem bem. O grande problema é que falam línguas diferentes e pior, não se aceitam.

E agora, pra que lado correr? Será que estarei sendo fraco em começar a seguir este novo conceito aprendido? E agora?

É isso que aconteceu comigo e, por isso, disse que foi uma das maiores experiências da minha vida.

Ouvindo Michael Boyle falar do CrossFit, me deu um calafrio que me deixou desorientado. Pensei: ” Em uma semana estarei fazendo o segundo curso de CrossFit. Será que estou fazendo a coisa certa?”. Pensei desta forma porque minha maior referência ODEIA o CrossFit e não faz questão de esconder isso de ninguém. Tenho minhas teorias porque desta opinião tão forte, mas isso fica para um próximo post quando eu tiver certeza do que estou falando.

Ao mesmo tempo olhei para traz e comecei a enxergar os benefícios que esta nova forma de treinar (ou não tão nova assim) me trouxe. Posso citar alguns: Me sinto mais forte, mais resistente e mais confiante em treinar de forma intensa. Mas muito mais do que isso, me sinto muito bem depois de um treino no formato CrossFit. Então me perguntei de novo: “Será que estou fazendo a coisa certa em ter como referência pessoas ou sistemas tão diferentes? Será que são tão diferentes assim? Será que não podem trabalhar juntos? Minha resposta foi imediata: “Claro que não estou errado. É possível esta mescla de sistemas!

“Não sou ingênuo a ponto de sair testando o que não sei fazer e dando margem para gerar uma lesão ou algo parecido. Sempre gostei do treino metabólico (alta intensidade) e não vejo o por que não buscar entender melhor o que o mercado do fitness está apresentando. Ingenuidade seria fechar os olhos para esta tendência ou não querer pelo menos testar em si próprio. Se não gostar, tudo certo, mas treinar e experimentar é a melhor escolha. Esta é a minha opinião.

Resolvi escrever este post pois acredito que temos que ter referências fortes em nossa vida profissional. Porém, isso não quer dizer que não podemos mudar de opinião e ouvir outros falarem. Devemos estar abertos para o que vier e ser inteligente o suficiente para filtrarmos o que é bom e o que é ruim. Nunca deixe de estudar, ler o máximo que puder, buscar novas alternativas, porque com certeza suas maiores referências já mudaram de opinião várias vezes ao longo de suas vidas profissionais . Sejamos mais espertos e menos ingênuos.

Autor: Tiago Proença

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A Importância do Treinamento Físico Funcional para Adolecentes

O número de adolescentes inseridos em nossa metodologia de trabalho tem crescido consideravelmente. Muitos deles são praticantes e/ou atletas de Patinação, Futebol e Padlle. Por estes esportes exigirem a execução de saltos, agachamentos bi e unilaterais, movimento de quadril em velocidade, o treinamento de força, potência, estabilidade e mobilidade articular são indispensáveis.

Para falar de movimento, obrigatoriamente, temos que lembrar de FUNÇÃO ARTICULAR: Articulações estáveis para evitar movimentos desnecessários, e articulações móveis para se ter a amplitude de movimento adequada. Para que as articulações possam desempenhar sua devida função, devemos trabalhar de forma integrada os sistemas neural e muscular através de estímulos, que sejam de fácil entendimento nesta faixa etária, e que permitam o aumento da intensidade. Isso deve acontecer de forma gradativa e respeitando SEMPRE as particularidades do nosso aluno.

Utilizamos o FMS (Functional Movement System) para visualizar e analisar a qualidade de movimento dos nossos adolescentes. A partir deste mapeamento, conseguimos direcionar e sistematizar o treino de forma mais eficiente. E isto pode ser atingido, com a inserção de exercícios para controle neuromotor, desenvolvimento de força, mobilidade e estabilidade articular, etc., de forma progressiva que irá qualificar o movimento, e estimular um melhor alinhamento postural durante a prática esportiva.

A adolescência é um período de transformação para o corpo, e neste período de desenvolvimento, ainda não há um entendimento nem a consciência corporal necessária para manter um bom alinhamento postural. Uma das nossas grandes preocupações é estimular este entendimento, através de exercícios que exijam este controle, até que estas ativações se tornem automáticas, a fim de futuramente evitar lesões ou problemas articulares desnecessários.

Nossos jovens atletas são submetidos ao desgaste e sobrecarga durante a execução dos movimentos técnicos do esporte praticado, e devem estar o mais preparados possível para isso. É imprescindível entender, por exemplo, que para manter a coluna vertebral alinhada, sem gerar movimentos desnecessários na região lombar, se deve estar com a Unidade Interna e Externa do Centro do Corpo (Paul Check) ativos, que o joelho deve estar alinhado com o tornozelo (não permitir que o quadril gere rotação interna acrescido de adução. Isto evita futuras lesões de menisco e LCA), que as escápulas devem estar “encaixadas” (melhorando o posicionamento da glenoumeral), e que todas estas conexões neuromusculares devem trabalhar em conjunto.

O nosso papel é este: possibilitar aos nossos jovens a realização dos padrões fundamentais de movimento como agachar, puxar, empurrar, saltar, etc., de forma segura e eficiente, mantendo a postura adequada, através de diversos estímulos para que possam atender às exigências técnicas do Esporte praticado e PRINCIPALMENTE, torná-los adultos sadios “articularmente” falando.

Profa Fernanda Macedo

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