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Falta de estímulo é a maior causa de sedentarismo e obesidade infantil

Cada vez mais nos deparamos com a realidade de trabalhar com crianças e adolescentes que não sabem se movimentar. O que deveria ser tão simples como sentar, saltar, lançar, empurrar e puxar se torna um desafio. Isto se deve ao fato de que a “era da tecnologia” proporciona às nossas crianças estas mesmas ações, mas virtualmente, ou seja, através dos jogos em computadores, celulares e vídeo games, onde passam horas do dia e não mais na rua correndo ou subindo em árvores como brincávamos antigamente.

A falta de estímulos causa um empobrecimento do acervo motor, desvios posturais, encurtamento muscular e pouca força, favorecendo o sedentarismo e a obesidade em nossas crianças, desencadeando várias doenças e péssima qualidade de vida quando adultos.

É nosso dever promover a qualidade de vida a estas crianças que chegam até nós. Devemos possibilitar o conhecimento do corpo trabalhando as habilidades de controle e coordenação motora, equilíbrio e harmonia corporal, força e agilidade. Como fazer? RESGATANDO (trabalhando, incentivando, etc) A CULTURA DO TREINAMENTO SEM MÁQUINAS! Possibilitando atividades desafiadoras que ofereçam variedade de movimentos, pois quanto maior o número de estímulos, maior o número de conexões e adaptações no Sistema Nervoso Central (SNC). Consequentemente, é maior o número de capacidades desenvolvidas e mantidas, levadas para o resto da vida! O nosso papel quanto educadores físicos, em suma é este, despertar o “gosto” pela atividade física nas crianças de hoje, transformando-as em adultos saudáveis que treinem amanhã.

Profa. Fernanda Macedo

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A Importância do Treinamento Físico Funcional para Adolecentes

O número de adolescentes inseridos em nossa metodologia de trabalho tem crescido consideravelmente. Muitos deles são praticantes e/ou atletas de Patinação, Futebol e Padlle. Por estes esportes exigirem a execução de saltos, agachamentos bi e unilaterais, movimento de quadril em velocidade, o treinamento de força, potência, estabilidade e mobilidade articular são indispensáveis.

Para falar de movimento, obrigatoriamente, temos que lembrar de FUNÇÃO ARTICULAR: Articulações estáveis para evitar movimentos desnecessários, e articulações móveis para se ter a amplitude de movimento adequada. Para que as articulações possam desempenhar sua devida função, devemos trabalhar de forma integrada os sistemas neural e muscular através de estímulos, que sejam de fácil entendimento nesta faixa etária, e que permitam o aumento da intensidade. Isso deve acontecer de forma gradativa e respeitando SEMPRE as particularidades do nosso aluno.

Utilizamos o FMS (Functional Movement System) para visualizar e analisar a qualidade de movimento dos nossos adolescentes. A partir deste mapeamento, conseguimos direcionar e sistematizar o treino de forma mais eficiente. E isto pode ser atingido, com a inserção de exercícios para controle neuromotor, desenvolvimento de força, mobilidade e estabilidade articular, etc., de forma progressiva que irá qualificar o movimento, e estimular um melhor alinhamento postural durante a prática esportiva.

A adolescência é um período de transformação para o corpo, e neste período de desenvolvimento, ainda não há um entendimento nem a consciência corporal necessária para manter um bom alinhamento postural. Uma das nossas grandes preocupações é estimular este entendimento, através de exercícios que exijam este controle, até que estas ativações se tornem automáticas, a fim de futuramente evitar lesões ou problemas articulares desnecessários.

Nossos jovens atletas são submetidos ao desgaste e sobrecarga durante a execução dos movimentos técnicos do esporte praticado, e devem estar o mais preparados possível para isso. É imprescindível entender, por exemplo, que para manter a coluna vertebral alinhada, sem gerar movimentos desnecessários na região lombar, se deve estar com a Unidade Interna e Externa do Centro do Corpo (Paul Check) ativos, que o joelho deve estar alinhado com o tornozelo (não permitir que o quadril gere rotação interna acrescido de adução. Isto evita futuras lesões de menisco e LCA), que as escápulas devem estar “encaixadas” (melhorando o posicionamento da glenoumeral), e que todas estas conexões neuromusculares devem trabalhar em conjunto.

O nosso papel é este: possibilitar aos nossos jovens a realização dos padrões fundamentais de movimento como agachar, puxar, empurrar, saltar, etc., de forma segura e eficiente, mantendo a postura adequada, através de diversos estímulos para que possam atender às exigências técnicas do Esporte praticado e PRINCIPALMENTE, torná-los adultos sadios “articularmente” falando.

Profa Fernanda Macedo

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